Caminho devagar, não tenho pressa. Também não importa o caminho, sempre chego aonde quero chegar. Eu sou a Morte. Quando chego é pra levar.
Nunca trago nada. Ninguém me ensinou a dar; então só sei tirar. Amo o que faço. Acho até que você já percebeu. Você tem ideia da quantidade de pessoas que com a minha chegada morreu?
O meu contrário é a vida. É sempre um jogo entre nós. Um jogo de vida e morte. Eu até, às vezes, a engano, deixando-a pensar que ela tem sorte. Deixo-a por mais uns instantes, uns meses mais, um ano ou dois. Depois dou o bote... o que não me falta é sorte. Eu sou a Morte.
Minha história não é fácil de contar, mas eu juro, vou me esforçar. Você só vai ter de ter paciência, porque trabalho pesado. Olhe, olhe... há morte pra todo lado.
Também não espere que vou me dar o trabalho de o tempo todo rimar... nem de que em ordem cronológica as coisas vou contar...nem sei se volto aqui amanhã, ou depois da manhã. Mas eu volto, sempre volto. Se você quiser pode me esperar... ou não, mas que eu vou chegar, ah! eu vou chegar.
Continua....
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