sexta-feira, 29 de março de 2013

Dia 1º de janeiro de 2025.

O sol surgiu exatamente na hora em que tem de surgir. Estendeu seus mil raios pela terra, por um lado da terra, of course, lenta e preguiçosamente. Não havia nuvens no céu. Há dias não chovia. Uma leve brisa soprava da direção do mar para a terra. O ar fresco se espalhava docemente pela cidadezinha que começava a acordar. Ia ser outro lindo dia de praia.

De uma em uma as casas adormecidas abriam seus olhos para mais um dia de vida. Joana mal sabia que seria um dia de morte.

Como de costume, pulou da cama quando ouviu Marquinhos chorar. "É minha vez", disse para Fábio, que moveu lentamente o corpo ao seu lado e voltou a fechar os olhos (pensando consigo mesmo: 'Ela se enganou')... e correu preparar a madeira, porque sabia que só assim Quinho se consolava.

Entrou no quarto do seu bebezinho querido, colocou a mamadeira sobre a mesinha no lado do berço. Pegou seu bebê amado e apertou-o nos braços. "Aproveite", pensei eu.

Como todas as manhãs, ele estava com a fralda ensopada. Colocou-o sobre o troca-fraldas, tirou o pijaminha, abriu a fralda e um cheiro bem ruinzinho tomou conta do quarto perfumado do bebê.

Fez uma cosquinha na barriga do bebê, que riu, uma risada gostosa. "Aproveite", pensei eu. Ela beijou, e beijou, e beijou a barriginha, enquanto ele dava risadas que enchiam o quarto com o som de bebê feliz.

"Vou abrir uma frestinha da janela", falou ela. Deixou o bebê por um instante, um instantezinho de nada... mas o suficiente. Eu estava aí.

O bebê agora não passava de um corpinho no chão.

Sou má.... às vezes.

Continua...

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