Paulo não respondia os e-mails de Angela. Estava cansado. Havia se divorciado de Laura há dois anos. Como ele amava Laura.
Mas ela encontrou outro. Pediu o divórcio e deixou Paulo com as duas filhas. Uma vez por mês, Laura aparecia, pegava as meninas e passava o fim de semana com elas. Domingos, 20 horas, impreterivelmente, ela as devolvia. Devolvia como se devolve um livro que havia pedido emprestado.
'Onde está o amor que Laura sentira pelas filhas?', se perguntava Paulo a cada 'desova'.
Angela poderia fazê-lo feliz? Amaria suas filhas? Ele não sabia e, por isso, não respondia os e-mails dela, não atendia o telefone... fugia. Até aquele dia...
'Quem sabe!?', pensou consigo mesmo e aceitou o convite para passar o fim de semana juntos - ele, ela e as meninas.
Laura teria de 'ceder', naquele fim de semana as meninas ficariam com ele... era o fim de semana de Laura, mas ela teria de aceitar... Já havia feito planos? Levaria as filhas a Petrópolis? Paciência, Petrópolis teria de esperar.
Uma ´'família', ou um 'quase família' feliz, ou 'quase feliz', curtiu Parati. A linda Parati.
www.infoescola.com
Laura curtiu Petrópolis.
centralturismos.com.br
Domingo fim de tarde.... chuva, muita chuva no estado do Rio. Desmoronamentos, barreiras, desmoronamentos....
Laura e seu companheiro não voltaram. A chuva era forte, o morro veio abaixo... no momento 'certo'... ou 'errado' em que o carro de Laura passava.
Às vezes a coisa certa é a coisa errada.
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