terça-feira, 2 de abril de 2013

Já falei que só existo porque você existe. Se você e outros vocês por aí não existissem, eu não existiria. E tenho certeza de que você concorda comigo.

Tudo começa com o nascimento de alguém. Alguém nasce, tem origem... começa a vida. Antes de alguém morrer tem de nascer. Então se ninguém nascer, ninguém morre. Pronto!

A culpa não é da morte... é da vida. Ou de quem gera a vida. Não vou entrar no mérito de quem origina a vida, mesmo. Vou ficar no nível de quem é homem + quem é mulher e quer virar pai e mãe. E decide gerar uma vida. Tudo começa aí. Não comece... não vai me ter por perto. Pronto!

Ana e Paulo... um homem e uma mulher. Tão felizes juntos, um completava o outro. Mas não achavam ser suficiente. "Vamos ter um bebê." Aí começou o problema. Você acha que eles não sabiam que tudo o que nasce morre? Claro que sabiam... mas, mesmo assim decidiram.

E conseguiram... geraram uma vida.

O quartinho todo branco... as roupinhas amarelinhas... branquinhas... até o ultrassom. E aí... Manoela... o quartinho começou a ganhar outras cores: o tradicional rosa... florzinhas rosas no babadinho da cortina, nas almofadinhas em forma de coração, redondinhas, quadradinhas... e os xadrezinhos. Ana adora xadrez. Ah! E violeta... tapetinho violeta, toalhinhas violeta, lençóizinhos violeta e rosinha...

Chegou o dia. O bebê chorou... tão fraquinho, mas chorou - "porque chegou a esse imenso cenário de dementes" (William Shakespeare)... chorou um pouquinho e parou. Tristeza sem fim... é, verdade, mas é uma tristeza que nem precisava ter começado.

Sou cruel? Não, não sou... só cumpro minha função.

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