quinta-feira, 4 de abril de 2013

O sol batia forte em suas costas. O suor escorria pelo corpo. Os pés doíam. Mas Fabíola não iria desistir no meio do caminho. Tinha um excelente preparo físico; a piscina do clube já sorria ao vê-la chegar; sua bicicleta... o melhor equipamento que já se viu sobre a face da terra... seus pés perfeitos em tênis perfeitos.

Começou bem. Muito bem, melhor dizendo. Os 1.500 metros de natação foram vencidos com uma tremenda facilidade.

Seguindo com sua magrela, companheira de todas as horas, fez os 40 km num tempo nunca antes conseguido.

Agora é só correr... correr e vencer.

Estava confiante... toda confiança do mundo. Sua confiança era um ato de fé... mas não uma fé qualquer... era uma fé racional, calculada. Era uma confiança acompanhada de inteligência e de energia... uma confiança de quem realmente sabia o queria. Queria a vitória e seus pés à vitória lhe levariam. Era certo... certíssimo.

Correr... correr... correr...

E seus pés iriam obedecer. Eles a levavam para onde quisesse, na velocidade que quisesse. E só faltavam 4 km... os pés lhe obedeciam...

Mas não são só os pés que movem o corpo humano, né? Pois é, o coração falhou... tum-tum.... tum-tum......tum-tum....   tum    tum    tum
e parou.






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