Manoel não era religioso. Mas todas as manhãs antes de sair da cama pensava em cada uma das pessoas que mais amava - Tania, sua mulher; Diego e Pedro, seus filhos - e pedia a Deus que os guardasse naquele dia.
E pulava da cama.
Banho, café, beijo e até logo.
Carros, ruas, buzinas, semáforos, apitos.
Rádio, notícias, música, propaganda, música, música, música.
Estacionamento, elevador, escritório, janela... ar da manhã.
A mesma rotina dia após dia.
Telefone, mais um cliente... solução... meia solução... falta de solução.
Almoço... passeio no parque.
Assalto... reação...
Bandido... fuga na contramão.
Corpo estendido no chão.
Manoel não era religioso....
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